Notícia
Vídeos falsos de "roubo de metal por estrangeiros" em ferrovias viralizam no Japão, alerta empresa de segurança
📅 29/09/2026
Vídeos que mostram supostos estrangeiros roubando metal de trilhos de trem no Japão se espalharam pelas redes sociais, mas são falsos, segundo investigação da empresa de segurança digital Constella Security Japan, com sede em Tóquio.
A empresa contabilizou cerca de 4,3 milhões de visualizações em X, YouTube e outras plataformas até 15 de setembro. Um dos posts, de março, dizia "roubo de metal por estrangeiros" e usava imagens que, segundo a Constella, correspondem a um vídeo publicado em árabe no Instagram em agosto do ano passado, circulado sobretudo em países árabes e sem relação com ferrovias japonesas. Nos posts no Japão, o texto em árabe foi trocado por descrições em japonês sem relação com o conteúdo real.
Muitas das contas que difundiram o material já haviam publicado mensagens contra a entrada de trabalhadores estrangeiros; uma delas tinha 70 mil seguidores. A analista Ryuna Nagamine recomenda separar o conteúdo do vídeo do texto que o acompanha e verificar se é real antes de compartilhar. ONGs e veículos de imprensa pedem atenção a informações não verificadas.
Desinformação parecida já circulou após o terremoto e tsunami de 2011 e o terremoto de Ishikawa em 2024. Dica para a comunidade: desconfie de vídeos sem fonte e faça busca reversa da imagem antes de repassar.
Fonte: Kyodo / Japan Today, 28/09/2026.
A empresa contabilizou cerca de 4,3 milhões de visualizações em X, YouTube e outras plataformas até 15 de setembro. Um dos posts, de março, dizia "roubo de metal por estrangeiros" e usava imagens que, segundo a Constella, correspondem a um vídeo publicado em árabe no Instagram em agosto do ano passado, circulado sobretudo em países árabes e sem relação com ferrovias japonesas. Nos posts no Japão, o texto em árabe foi trocado por descrições em japonês sem relação com o conteúdo real.
Muitas das contas que difundiram o material já haviam publicado mensagens contra a entrada de trabalhadores estrangeiros; uma delas tinha 70 mil seguidores. A analista Ryuna Nagamine recomenda separar o conteúdo do vídeo do texto que o acompanha e verificar se é real antes de compartilhar. ONGs e veículos de imprensa pedem atenção a informações não verificadas.
Desinformação parecida já circulou após o terremoto e tsunami de 2011 e o terremoto de Ishikawa em 2024. Dica para a comunidade: desconfie de vídeos sem fonte e faça busca reversa da imagem antes de repassar.
Fonte: Kyodo / Japan Today, 28/09/2026.